Quando refazer o site da empresa

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Atualizado
Autor Lucas Ferraz
Tempo de leitura 11 min

Refazer o site da empresa vale a pena quando o problema está no que o visitante encontra: um site que não explica o serviço, não passa confiança ou trava no celular. Quando ninguém chega até a página, ou quando falta apenas um caminho de contato, refazer o site custa dinheiro e não muda o resultado.

Quase todo prestador de serviço chega à decisão de refazer o site pela mesma porta, dizendo “meu site não me traz cliente”. A frase é sempre a mesma, mas o que está quebrado por trás dela muda de negócio para negócio.

Essa diferença decide o seu dinheiro. Refazer o site conserta uma parte específica do problema, e existe uma chance real de que a sua parte quebrada não seja essa. Quando isso acontece, o dono aprova um projeto novo, gosta do resultado, e continua com o mesmo telefone silencioso do mês anterior.

O que separa quem acerta de quem paga duas vezes é descobrir qual falha existe antes de refazer o site. Dá para fazer isso em uma tarde, sem contratar ninguém e sem instalar ferramenta nenhuma.

Nas auditorias que eu conduzo, o pedido quase nunca chega como “descubra o que está errado”. Chega como “faça um site novo para mim”, com a causa já decidida antes do diagnóstico. Quando a conversa volta um passo, uma parte boa desses projetos vira um conserto pequeno.

O que muda no seu negócio quando você refaz o site?

Refazer o site troca duas coisas: o que a pessoa vê quando abre a página e a base técnica sobre a qual essa página foi construída. Se o seu problema mora em uma dessas duas, refazer o site resolve.

Fora disso, o alcance acaba. Refazer o site não avisa o Google que você existe, não traz de volta quem nunca procurou por você e não aumenta a quantidade de gente que digita o seu serviço na busca.

Essa fronteira é o centro da decisão. O site é o lugar onde a pessoa decide se fala com você, e é um lugar excelente para isso. Ele não é o lugar onde ela descobre que você existe, porque essa descoberta acontece antes, na busca, no mapa ou na indicação de alguém.

Quem confunde as duas etapas paga por um site bonito esperando um efeito que ele nunca teve como produzir.

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As três razões por trás de “meu site não me traz cliente”

Existem três falhas diferentes por trás dessa mesma queixa, e apenas uma delas é resolvida por refazer o site. A primeira coisa a fazer é descobrir em qual você está, porque a resposta muda o valor que você vai gastar e o profissional que você vai chamar.

Ninguém chega até o site

Aqui o site funciona bem e quase ninguém o vê. As visitas do mês são você, o seu contador e duas pessoas que já conheciam o nome da empresa.

A demanda existe e é grande. No TIC Domicílios 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 57% dos usuários de internet no Brasil procuraram informações sobre produtos e serviços, e o número sobe para 59% na área urbana. Mais da metade das pessoas conectadas pesquisa antes de contratar, então o problema não é falta de gente procurando o que você faz.

O problema é que a sua página não está no caminho dessa procura. Refazer o site não muda isso, porque a razão de você não aparecer não está na aparência da página. Ela está no fato de o Google não ter motivo para mostrar a sua página em vez de outra.

Nesse cenário, o dinheiro certo vai para o trabalho de fazer o site aparecer no Google, aproveitando a página que você já tem.

As pessoas chegam e não entendem o que você vende

Essa é a falha que refazer o site resolve, e resolve bem. As pessoas entram, passam poucos segundos e saem sem falar com você.

Elas saíram porque não encontraram o que precisavam para decidir: qual serviço exatamente você presta, se você atende a região delas, quanto custa mais ou menos, e por que confiar em você em vez de no próximo resultado. Quando a página não responde isso nos primeiros segundos, a pessoa volta para a busca e clica no concorrente seguinte.

Aqui refazer o site se paga, porque o visitante interessado já está chegando. Você está perdendo alguém que já tinha a intenção de contratar, que é o tipo mais caro de perda que existe.

As pessoas entendem e travam na hora de falar com você

A terceira falha é a mais barata de consertar e a mais frequente de ignorar. A pessoa entendeu, gostou, decidiu chamar você, e não conseguiu.

O botão do WhatsApp não abre no celular, o formulário engole a mensagem sem avisar nada, o telefone está desatualizado, ou o e-mail cai em uma caixa que ninguém abre há dois anos. Nenhum desses defeitos exige refazer o site, e todos eles custam cliente todo dia.

Esse é o achado que mais me surpreende em auditoria, porque ele não aparece em relatório nenhum. O formulário que não envia não gera erro, gera silêncio, e silêncio o dono interpreta como falta de demanda. Já vi empresa concluir que precisava refazer o site quando precisava de um botão consertado.

FalhaO que você observaRefazer o site resolve?O que resolve
Ninguém chegaO site não aparece quando você procura o seu serviço na sua cidade, e quem entra já sabia o nome da empresaNãoTrabalho de SEO na página que já existe
Chegam e não entendemAs pessoas entram, ficam poucos segundos e saem sem pedir orçamentoSimSite novo com o serviço explicado e prova de quem você é
Travam no contatoO botão do WhatsApp não abre no celular, o formulário não envia, o telefone está erradoNãoConserto pontual no caminho de contato
A base impede consertarQualquer alteração simples depende de um profissional que você não localiza maisSimSite novo em uma plataforma que você controla

A quarta linha fica fora da conta das três, porque ela é uma condição, e decide sozinha. Quando você não consegue mexer no próprio site, a falha deixa de ser o que está quebrado hoje e passa a ser tudo que você não vai conseguir consertar amanhã. Nesse caso, refazer o site se justifica mesmo que a falha do momento seja pequena.

Como descobrir qual é a sua falha em uma tarde?

Os cinco testes abaixo dizem se você precisa refazer o site sem ferramenta paga, sem relatório e sem depender da opinião de quem quer vender o projeto. Faça na ordem, porque cada um elimina uma hipótese.

  1. Procure no Google o serviço que você vende junto com a sua cidade, em uma janela anônima, e veja em que posição a sua página aparece. Se ela não estiver nas duas primeiras páginas, você já sabe que ninguém chega por ali;
  2. Procure o nome da sua empresa no Google. Se nem pelo nome próprio o site aparecer primeiro, o problema é de indexação, não de design;
  3. Digite site: seguido do endereço do seu site, sem espaço, na busca. A documentação da Central da Pesquisa do Google indica essa consulta para verificar quais páginas foram indexadas, e lista os motivos comuns de um site não aparecer, entre eles não ter links de outros sites apontando para ele e ter sido construído em uma tecnologia que dificulta a leitura do conteúdo. Se voltar pouca coisa ou nada, o Google não conhece o seu site;
  4. Abra o seu site no seu próprio celular, usando dados móveis em vez do wi-fi do escritório, e conte quantos segundos ele demora. Tente ler a primeira tela sem aumentar o zoom;
  5. Peça para uma pessoa de fora do negócio tentar pedir um orçamento pelo celular dela, sem nenhuma explicação sua, e fique olhando em silêncio. Onde ela hesitar é onde o seu cliente desiste.

O resultado dos testes 1, 2 e 3 aponta para a primeira falha, e nela refazer o site não entra. O teste 4 aponta para a segunda. O teste 5 costuma revelar a terceira, que é a que ninguém procura.

O quinto teste é o que eu mais recomendo e o que mais dói. Quem construiu o negócio sabe onde clicar e nunca vai reproduzir a dúvida de quem chega pela primeira vez. Ficar calado durante o teste é a parte difícil, porque a vontade de explicar o caminho é justamente a prova de que o caminho não está explicado na página.

Se você quiser acompanhar isso com número em vez de impressão, a análise de tráfego de sites mostra quantas pessoas realmente entram e por onde elas chegaram.

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A idade do site decide alguma coisa?

Não. Talvez você já tenha lido que o site tem prazo de validade de dois a quatro anos, e essa conta não sobrevive ao primeiro caso real.

Existe site de cinco anos que traz orçamento toda semana e site de oito meses que nunca trouxe nada. O calendário não sabe se o seu site funciona, e você sabe.

O critério que substitui a idade é a distância entre o que a empresa vende hoje e o que a página diz que ela vende. Se você mudou de serviço, ampliou a área de atendimento, subiu de preço ou passou a atender outro tipo de cliente, e a página continua contando a versão antiga do negócio, vale refazer o site mesmo que ele tenha sido publicado no ano passado. Um site envelhece pelo que a empresa fez, não pelo tempo que passou.

Existe um segundo tipo de idade que importa, e ele é técnico. Quando a plataforma parou de receber atualização de segurança, a conta muda de assunto: já não se trata de resultado comercial, e sim de risco de o site sair do ar ou ser invadido. Isso manda refazer o site sozinho, independentemente de quanto a página vende.

O que exigir antes de autorizar a refação do site?

Se o diagnóstico apontou que refazer o site é o caminho, o cuidado muda de lugar. A parte cara de refazer o site é o que você joga fora sem perceber junto com ele.

Um site que está no ar há alguns anos acumulou coisas que dinheiro nenhum compra de volta rápido: endereços que o Google já conhece, páginas que já ranqueiam para alguma busca e um histórico que começou no dia em que ele foi publicado. Quando o projeto novo renomeia tudo e junta páginas por gosto de layout, essas posições somem, e voltam meses depois, se voltarem.

Antes de aprovar qualquer proposta de refazer o site, faça três exigências e coloque no papel:

  • A lista das páginas que hoje trazem contato ou aparecem na busca, feita antes de o projeto começar;
  • A garantia de que cada endereço antigo vai apontar para o endereço novo correspondente, e não todos para a página inicial;
  • O compromisso de que você consegue editar texto, telefone e serviço sozinho depois da entrega.

A terceira exigência é a que evita a próxima refação. Boa parte dos sites que precisam ser refeitos hoje não estão ruins, estão apenas trancados, e o dono passou a conviver com um erro pequeno porque mexer nele virava um pedido para terceiros.

Quando entra um projeto de refazer o site, a primeira coisa que eu peço é o que a página já traz de resultado hoje, antes de qualquer referência visual. Sem isso, ninguém sabe o que está sendo preservado, e a refação vira uma aposta com o histórico da empresa dentro.

Quanto custa refazer o site da empresa?

Antes de qualquer valor, o degrau é zero: eu ofereço uma análise de SEO gratuita, e é ela que diz qual das falhas você tem. Se o diagnóstico apontar conserto, você não precisa refazer o site nem gastar nada com projeto novo.

Quando refazer o site se confirma, na Lucas Ferraz SEO a criação de sites vai de R$ 800 a R$ 2.467, e refazer o site custa o mesmo que criar do zero, porque o trabalho é o mesmo. O que move o valor dentro dessa faixa é a complexidade do layout, e o prazo do site institucional é de até 3 dias úteis.

Essa faixa muda a natureza da decisão. Com o investimento nessa ordem de grandeza, a pergunta relevante quase nunca é se refazer o site cabe no bolso.

A pergunta é se refazer o site resolve a sua falha. Um site de R$ 2.467 aplicado ao problema errado é mais caro que um site de R$ 800 aplicado ao problema certo, porque o primeiro não devolve nada. Para entender o que pesa no custo de criar um site do zero, os componentes estão detalhados no post sobre o custo de criar um site profissional.

Quando o teste apontou que ninguém chega, o investimento certo é outro, e vai para a consultoria de SEO para o site que você já tem. A consultoria de SEO que eu presto parte de R$ 1.350 por projeto, e a partir daí quem define o tamanho do investimento é você, porque o valor acompanha a escala que você quer alcançar e a velocidade com que quer chegar lá.

E quando o diagnóstico confirma que a página precisa nascer de novo, a criação de sites profissionais entra depois do diagnóstico, nunca antes dele.

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Perguntas frequentes sobre refazer o site da empresa

As dúvidas abaixo são as que mais aparecem quando o dono do negócio já desconfia que o site precisa mudar, mas ainda não sabe o tamanho da mudança.

Pode fazer, e a causa costuma ser previsível. A perda acontece quando os endereços das páginas mudam sem que os antigos apontem para os novos, ou quando páginas que já ranqueavam são apagadas e o conteúdo delas some. Preservando os endereços e o conteúdo que já traz busca, refazer o site tende a manter o que existia.

Dá, e em muitos casos é o caminho mais econômico. Se a base técnica funciona e o problema está no texto, na organização das páginas ou no caminho de contato, a reforma parcial entrega o mesmo ganho por uma fração do valor. Refazer o site inteiro se justifica quando a base impede as correções.

Porque bonito e encontrável são coisas independentes. Um site pode ter design impecável e não aparecer em nenhuma busca, e nesse caso ele está funcionando para as poucas pessoas que chegam nele e sendo invisível para todas as outras. Nessa situação, refazer o site melhora o que já estava bom e não toca no que está faltando.

Um site institucional que eu faço fica pronto em até 3 dias úteis. O que costuma alongar o prazo é o material que vem do lado da empresa: textos, fotos, lista de serviços e as informações de contato atualizadas. O desenvolvimento raramente é o gargalo.

Depende de qual falha você tem, e as duas coisas resolvem etapas diferentes. Anúncio traz gente até a página, e um site que não explica o serviço vai desperdiçar cada clique pago. Quando a página converte bem e falta apenas visita, o anúncio faz sentido antes de refazer o site. Se quiser aprofundar como o site transforma visita em contato, veja como gerar leads qualificados pelo site.

Conclusão

Refazer o site da empresa é uma decisão barata quando acerta o alvo e um desperdício silencioso quando erra. A diferença entre as duas está inteira no diagnóstico, e o diagnóstico cabe em uma tarde de testes que você faz sozinho.

Rode os cinco testes antes de pedir qualquer orçamento. Se as pessoas chegam e não entendem o que você vende, pode refazer o site com confiança, porque o retorno já está batendo na porta. Se ninguém chega, guarde o dinheiro do projeto e gaste onde falta, que é em ser encontrado.

E se o que trava é um botão, conserte o botão hoje e siga vendendo com o site que você já tem.

Lucas Ferraz
Sobre o autor

Lucas Ferraz

Especialista em SEO, criação de sites e SEO para IA, Lucas Ferraz é fundador da agência Lucas Ferraz SEO, sediada em Belo Horizonte, e atua desde 2007 ajudando empresas de todo o Brasil a aparecerem no Google, serem compreendidas por sistemas de inteligência artificial e transformarem buscas em oportunidades comerciais.

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