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# Como migrar um site sem sair do ar

Migrar um site sem sair do ar significa montar uma cópia completa no novo servidor, testar tudo com o endereço antigo ainda ativo e somente então apontar o DNS para [&hellip;]

Migrar um site sem sair do ar significa montar uma cópia completa no novo servidor, testar tudo com o endereço antigo ainda ativo e somente então apontar o DNS para o novo lugar. Enquanto a troca se espalha pela internet, os dois ambientes servem o mesmo conteúdo, e nenhum visitante encontra o site fora do ar.

Para um negócio que depende de Google, WhatsApp e formulário para receber pedido de orçamento, tirar o site do ar por algumas horas não é um detalhe técnico. **É o telefone que para de tocar naquele intervalo, e você nem sempre percebe na hora.**

A boa notícia é que uma troca de hospedagem bem conduzida raramente precisa derrubar o site em algum momento. O risco não está no ato de mover os arquivos, e sim em duas ou três decisões tomadas antes de mexer no endereço.

*Na prática, o que eu vejo separar uma migração tranquila de uma migração que assusta é quase sempre o planejamento da virada, não a habilidade técnica de copiar arquivo de um servidor para outro.*

## O que sair do ar significa para quem vive de orçamento?

**Sair do ar, para o dono de um negócio, não é apenas a tela de erro que aparece no lugar do site.** É qualquer momento em que o cliente tenta chegar até você e não consegue, mesmo que a página continue carregando normalmente.

Um site de prestador de serviço existe para uma coisa antes de todas as outras, que é **transformar uma busca no Google em um pedido de orçamento**. Quando você mede a migração por esse resultado, e não pela tela inicial, três formas de sair do ar aparecem, e apenas uma delas é a óbvia.

- A página mostra erro ou fica lenta demais, o visitante desiste e volta para o Google;

- A página abre igual, mas o formulário e o e-mail de contato param de entregar mensagem, e os pedidos somem sem aviso;

- A página abre igual, e você mesmo edita ou publica algo durante a troca, criando duas versões diferentes do site ao mesmo tempo.

A primeira é a que todo mundo teme e a mais fácil de evitar. As outras duas são silenciosas, passam pela sua conferência rápida do site e aparecem apenas dias depois, quando você estranha que ninguém mais mandou mensagem.

*Costumo dizer que a migração se mede pelo pedido de orçamento que continua chegando, não pela tela inicial que fica no ar. Parece a mesma coisa, mas é essa diferença que decide onde você coloca atenção durante a virada.*

## Antes de tudo você vai manter o mesmo endereço do site?

**Essa é a única pergunta que muda de verdade o tamanho do trabalho.** Antes de pensar em arquivo, backup ou DNS, responda se o endereço das suas páginas continua igual depois da mudança.

Trocar de empresa de hospedagem mantendo o mesmo domínio e as mesmas URLs é uma mudança de servidor. Trocar o domínio, sair de *http* para *https* ou reorganizar os endereços das páginas é outra história, bem mais delicada, porque envolve redirecionar cada endereço antigo para o novo equivalente.

Talvez você já tenha esbarrado em listas enormes de passos para migrar um site, cheias de redirecionamento, mapa de URLs e reenvio de mapa do site. **A maior parte dessas listas resolve um problema que você provavelmente não tem**, que é a troca de endereço. Se o domínio e as páginas continuam iguais, dá para riscar boa parte dela e focar no que importa.

Quando a mudança de servidor não altera o endereço visível, o próprio Google trata a migração como quase invisível, porque continua encontrando o site nos mesmos endereços de antes. É comum ver uma **queda temporária no ritmo de rastreamento logo após a virada, seguida de recuperação nos dias seguintes**, e isso é esperado, não é sinal de perda de posição. O [guia oficial do Google sobre mudança de hospedagem](https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/site-move-no-url-changes?hl=pt-br) é explícito ao dizer que ele vale apenas para migrações que não afetam o endereço das páginas.

Se a sua troca de servidor é também a hora de reformar o site inteiro, aí a conversa vira outra, mais perto de decidir se já é [hora de refazer o site da empresa](https://lucasferrazseo.com/blog/sites-para-empresas/quando-refazer-o-site-da-empresa/) do que de simplesmente mudar de lugar. Nesse caso, planeje a reforma e a migração como um único projeto, com os redirecionamentos mapeados.

Tipo de mudançaO que muda no riscoO que você precisa fazer a maisTrocar de hospedagem mantendo domínio e URLsRisco baixo, o Google continua achando os mesmos endereçosPreparar a cópia, testar e apontar o DNS, sem redirecionar nadaTrocar de http para https no mesmo domínioRisco médio, muda o endereço técnico de cada páginaInstalar o certificado e ajustar links internos e endereços fixosTrocar de domínio ou reorganizar as URLsRisco alto, cada endereço antigo precisa de destino novoMapear e criar um redirecionamento permanente por página

Na maioria dos casos de prestador de serviço, a linha de cima é a sua realidade, e é a de menor risco. Guardar essa distinção antes de começar evita que você faça um trabalho pesado de redirecionamento que a sua migração nem exigia.

## Como a migração acontece sem o site cair de fato?

**O site não cai porque a hospedagem antiga continua ligada enquanto a nova entra no ar.** A troca de fato é apenas o momento em que o endereço passa a apontar para o novo servidor, e ela acontece depois que tudo já foi testado.

O caminho que mantém o site de pé do começo ao fim, sem nenhuma janela de tempo fora do ar, o chamado downtime, segue esta ordem:

- Faça o backup completo dos arquivos e do banco de dados e guarde uma cópia fora dos dois servidores;

- Suba uma cópia idêntica do site no novo servidor, com a mesma versão de linguagem, banco e configurações;

- Teste essa cópia por um endereço provisório ou pelo arquivo de máquina do seu computador, sem tocar no DNS ainda;

- Reduza o tempo de cache do DNS, o chamado TTL, alguns dias antes da virada;

- Aponte o DNS para o novo servidor e acompanhe os dois ambientes até todo mundo estar no novo;

- Desligue a hospedagem antiga somente quando tiver certeza de que ninguém mais acessa por ela.

O ponto que mais gente pula é o do TTL. Ele é o tempo que os provedores de internet guardam a informação antiga de para onde o seu domínio aponta. Quanto menor esse tempo na hora da virada, mais rápido o mundo passa a enxergar o novo servidor.

Vale reduzir o TTL para poucas horas **com pelo menos uma semana de antecedência**, e não na véspera, porque o valor antigo precisa expirar nos caches espalhados antes de o valor curto valer. Essa recomendação de antecedência é do próprio material do Google sobre trocar de hospedagem, e é o detalhe que faz a propagação parecer quase imediata em vez de levar um dia inteiro.

Durante a propagação, parte dos visitantes ainda cai no servidor antigo e parte já cai no novo. Como os dois servem exatamente o mesmo conteúdo, **ninguém encontra o site fora do ar, apenas versões idênticas em servidores diferentes**. É por isso que manter o ambiente antigo ligado por alguns dias funciona como rede de segurança até a troca se completar.

Se o que você quer é justamente [deixar um site no ar](https://lucasferrazseo.com/blog/sites-para-empresas/colocar-um-site-no-ar/) de forma estável, com domínio e DNS bem configurados, esse mesmo cuidado com o apontamento é o que sustenta uma migração tranquila depois.

## Por que o site pode continuar no ar e os pedidos pararem?

**O site pode voltar perfeito e o telefone parar mesmo assim, e quase sempre o motivo é o e-mail.** Ele viaja por um caminho diferente do site, e é fácil mover o site e esquecer que o e-mail ficou para trás.

Quando alguém preenche o seu formulário, na maioria dos sites isso vira um e-mail que chega até você. Esse e-mail depende de um registro próprio dentro do DNS, o registro do tipo MX, que aponta para o servidor de e-mail e é separado do registro que aponta para o site. O [registro.br explica na parte técnica](https://registro.br/tecnologia/caracteristicas-tecnicas/) que o domínio guarda registros distintos para o site e para o servidor de e-mail, e que os servidores de domínio não hospedam nem o site nem o e-mail.

Na virada, se você mexe no apontamento do domínio e não leva junto o registro de e-mail, o site abre normalmente e as mensagens do formulário simplesmente deixam de chegar. **O visitante acha que mandou o pedido, você não recebe nada, e ninguém vê o erro acontecer.**

*Nos sites que eu audito, a migração que “deu certo” e mesmo assim derrubou o contato costuma ser exatamente isto, trocaram o servidor do site e não perceberam que o e-mail morava em um registro à parte. O teste que evita esse prejuízo custa dois minutos, é você mesmo preencher o formulário depois da troca e conferir se a mensagem cai na sua caixa.*

### Publicar durante a janela divide os seus dados

A segunda armadilha silenciosa é você mesmo mexer no site durante a propagação. Se você publica uma página ou responde um comentário enquanto metade dos acessos ainda vai para o servidor antigo, **essa alteração pode entrar na cópia que vai ser descartada**, e você perde o que acabou de fazer.

Para o site institucional que é apenas lido, aquele que não recebe cadastro nem pedido gravado no próprio site, esse risco é quase nulo, porque nada novo é escrito durante a virada. Para um site que recebe cadastro, comentário ou pedido salvo internamente, vale combinar uma janela curta em que ninguém altera nada até o novo servidor assumir por completo.

## Você deve migrar sozinho ou passar para quem cuida do site?

**A resposta depende de duas coisas, se o seu site guarda dados novos o tempo todo e se o mesmo domínio também roda o seu e-mail.** Quanto mais esses dois pontos forem o seu caso, mais vale passar a virada para quem já cuida do site.

Um site institucional simples, de páginas fixas, com formulário que apenas dispara e-mail, é o caso mais tranquilo de migrar com calma seguindo o passo a passo. Já um site que recebe pedidos salvos internamente, ou um domínio que também carrega o e-mail profissional da empresa, tem mais pontos onde um erro passa despercebido.

Existe um ponto que eu recomendo nunca mexer no escuro, que é o apontamento de DNS de um domínio que também roda o seu e-mail. Trocar o servidor de DNS inteiro sem levar os registros de e-mail é a forma mais comum de o site voltar e as mensagens sumirem, e nem sempre dá para desfazer rápido.

Quando a migração é a oportunidade de resolver de vez uma estrutura mal feita, faz sentido tratá-la junto com quem faz a [criação de sites profissionais](https://lucasferrazseo.com/servicos/criacao-de-sites/), para o novo ambiente já nascer organizado em vez de carregar os mesmos problemas para o servidor novo. Antes de qualquer decisão, uma conferência do que o site tem hoje mostra o que precisa continuar funcionando depois da troca.

*Na Lucas Ferraz SEO, quando conduzo uma migração assim, o primeiro passo nunca é copiar arquivo, é listar tudo que o domínio faz hoje, site, e-mail, formulário e integrações, porque o que não está na lista é justamente o que some sem ninguém notar.*

## Como confirmar que nada quebrou depois da troca?

**A conferência começa no que gera dinheiro, não na tela inicial.** Antes de olhar posição no Google, confirme que as páginas importantes abrem, que o formulário entrega e que o e-mail de contato chega, porque é isso que sustenta o pedido de orçamento.

Uma rotina simples de conferência depois da virada cobre os pontos que costumam falhar:

- Abra as páginas principais e confirme que carregam sem erro e com todas as imagens;

- Preencha o próprio formulário e veja se a mensagem chega na sua caixa de e-mail;

- Confira o certificado de segurança, o cadeado, em uma janela anônima do navegador;

- Confirme no Search Console que o Google consegue acessar o site no novo servidor;

- Acompanhe as posições ao longo de semanas, comparando com períodos parecidos, nunca com um único dia.

Conferir como o site aparece no Google logo depois da migração ajuda a separar a oscilação normal dos primeiros dias de um problema real de indexação. A queda passageira de rastreamento tende a se recuperar sozinha, um endereço importante que passou a devolver erro, não.

Se depois de alguns dias as posições não voltam ou o volume de contato cai e não se recupera, aí vale uma análise mais fundo. Uma [consultoria de SEO para o site](https://lucasferrazseo.com/servicos/consultoria-de-seo/) consegue cruzar o que mudou na migração com o que mudou no desempenho e apontar o ponto exato que precisa de ajuste, em vez de você tentar adivinhar.

*Um jeito honesto de medir se a migração não te custou nada é comparar quantos pedidos de orçamento chegavam por semana antes e depois. Se o número se mantém, a troca foi invisível para quem importa, o seu cliente.*

## Perguntas frequentes sobre migração de site

Estas são as dúvidas que mais aparecem de quem vai trocar de servidor e tem medo de perder acesso, contato ou posição no Google durante a mudança.

### Quanto tempo o site fica fora do ar em uma migração bem feita?

Em uma migração bem planejada, o site não precisa ficar fora do ar em nenhum momento. A hospedagem antiga segue ligada enquanto o novo servidor recebe a cópia e é testado, e durante a propagação do DNS os dois servem o mesmo conteúdo, então o visitante sempre encontra o site funcionando.

### Migrar de hospedagem faz o site cair no Google?

Trocar de hospedagem mantendo o mesmo domínio e as mesmas URLs não derruba o site no Google, porque ele continua encontrando os mesmos endereços. É normal uma oscilação temporária no rastreamento logo após a troca, que costuma se recuperar em poucos dias sem nenhuma ação da sua parte.

### O que acontece com os e-mails ao migrar o site?

O e-mail depende de um registro separado no DNS, o registro MX, que não se move junto com o site automaticamente. Se você trocar o servidor do site sem levar esse registro, as páginas abrem normalmente, mas os e-mails do formulário e do domínio podem parar de chegar sem aviso.

### Preciso avisar o Google que troquei de hospedagem?

Ao manter o mesmo endereço, você não precisa de nenhuma ferramenta especial de mudança, basta confirmar no Search Console que o Google acessa o site no novo servidor. A ferramenta de mudança de endereço serve para quando você troca de domínio, não para uma simples troca de hospedagem.

### Posso migrar o meu site sozinho?

Um site institucional simples, de páginas fixas, dá para migrar sozinho seguindo o passo a passo com calma. Quando o site guarda pedidos internamente ou o domínio também roda o e-mail da empresa, o risco de um erro silencioso cresce, e aí vale passar a virada para quem já cuida do site.

## Conclusão

Migrar um site sem sair do ar se resolve em poucas decisões tomadas antes da virada, muito mais do que na execução de cada passo técnico da cópia. **Manter o mesmo endereço, deixar os dois servidores no ar durante a troca e vigiar o e-mail e o formulário resolvem a maior parte do risco.**

O que sustenta o seu negócio não é a tela inicial no ar, é o pedido de orçamento continuar chegando. Quando você conduz a migração medindo por esse resultado, a troca de servidor deixa de ser um salto no escuro e vira uma mudança que o seu cliente nem percebe que aconteceu.
